
Tenho quatro filhos. Estando eu, esposa e prole morando distante de minha mãe, toda vez que ela nos visitava, postava-se ao portão: batia palmas, chamando-nos. Até que, um dia, ela nos presenteou com uma campainha, dizendo: — "Meu filho, através do amor patrimonial, uma família também se constrói."
Tempos depois, refletindo sobre o conselho materno — e mesmo já sendo pai —, busquei continuar a estudar e a reformar minha casa. Ergui, assim, o que hoje contemplo: mais um de meus "construídos-amores".
O Inconsciente das Sombras
Contudo, em muitas comunidades — em meio às oposições significativas entre ideias e ideologias —, impera a convivência forçada entre visões de mundo distintas. Sob o peso da alta polarização e da negociação diária pela sobrevivência, muitos pais, mesmo sem saber como, sonham e sussurram tristonhos: “Que vocês, meus filhos, possam o que eu não pude”.
Assim, atravessando uma pobre adolescência e uma amarga idade adulta, muitos desses "filhos do inconsciente familiar", por força da necessidade, deixam-se seduzir. São levados por criminosos dissimulados e indivíduos disfarçados que se infiltram em movimentos sociais e coletivos para monitorar ou desestabilizar; verdadeiros ativistas políticos infiltrados.
O Vício e o Decreto
Sabemos que a vida legal não nos dá o direito de roubar para possuir, nem de servir ao tráfico para bens adquirir. No entanto, entre tantos, muitos morrem: uns assaltando, outros trabalhando para este mundo também infestado de “políticas drogas”.
Nesse tabuleiro, policiais — sob comando político — morrem no cumprimento de suas funções, obedecendo a ordens de “dissimuladas mazelas” que ocupam o governo. Enquanto isso, ecoa o "decreto marginal": "Morre um, nascem mil", repetindo, em fúnebre ironia, o lema:
"Para frente, Brasil!"