terça-feira

"Como pode um peixe vivo viver fora d`água fria"

Muitos desempregados, submetidos a ocupações em sua maioria temporárias, não encontram remuneração suficiente. A forma encontrada por milhões de brasileiros para sentirem-se dignos de prover o próprio sustento — ainda que de forma efêmera — reside no trabalho informal.

Nesse cenário, todos se tornam vendedores da própria subsistência: supostos patrões e empregados desprovidos de seguridade, vivendo exclusivamente do que é ganho no presente. Carecem de base educacional, motivação e condições vocacionais para se tornarem autônomos plenos.

Transformam-se em "biscateiros" por imposição: pintores, encanadores, pedreiros ou mantenedores-conserveiros que operam sem o lastro do conhecimento técnico-profissional condizente com seus sonhos. Falta-lhes a estrutura que apenas um ensino técnico de qualidade poderia oferecer para converter o esforço bruto em maestria profissional.
Chico Carlos

domingo

O Ringue da Invisibilidade

O Mito da Escassez e a Engrenagem do Trabalho: Uma Réplica Necessária

Recentemente, tem circulado com força nas redes sociais — especialmente em grupos de debate em Minas Gerais — um vídeo que apresenta uma visão contundente sobre a jornada de trabalho e a economia brasileira. Na gravação, uma voz feminina defende que o Brasil, por ser um "país pobre", não pode se dar ao luxo de discutir a jornada 6x1. A narrativa vai além: associa a herança de Getúlio Vargas ao atual governo, sugerindo que o Estado se tornou um "pai" que desestimula o esforço produtivo.

O PIB não é apenas um número, é um processo

A fala utiliza o conceito de PIB (Produto Interno Bruto) para sustentar que "sem produção não há riqueza". Como alguém que passou a vida no chão de fábrica e na manutenção industrial, concordo com a premissa, mas discordo frontalmente da conclusão. O PIB é, de fato, a soma de bens e serviços, mas para que essa soma cresça de forma saudável, é preciso que a peça principal da engrenagem — o trabalhador — esteja em condições plenas de operação.

A ideia de que "precisamos trabalhar muito para reverter o quadro" é válida, mas produtividade não é sinônimo de exaustão. Na mecânica, aprendemos que o excesso de carga sem o tempo de resfriamento leva à fadiga do material. Na economia, forçar uma jornada 6x1 em um país que já enfrenta desafios educacionais e de saúde é apostar no desgaste em vez da inovação.

Vargas, Lula e o Equívoco da "Cultura do Estado"

A crítica apresentada no vídeo rotula as conquistas trabalhistas como uma "herança maldita" que gera dependência. No entanto, é preciso lembrar que foram essas bases que permitiram a criação de uma classe média consumidora. Sem o direito ao descanso e ao consumo, o próprio PIB que a palestrante defende entra em colapso. Afinal, quem comprará os "bens e serviços produzidos" se a classe trabalhadora não tiver tempo nem recursos para usufruí-los?

O argumento de que o Brasil "está fadado à miséria" por causa de governos populistas parece ignorar que a verdadeira riqueza de uma nação nasce da valorização do seu capital humano. Não somos pobres porque trabalhamos pouco; muitas vezes, a pobreza persiste porque o trabalho é desvalorizado e a técnica é substituída pela força bruta.

Conclusão: Narrativas vs. Realidade

As narrativas podem até tentar pintar o descanso como vadiagem, mas a realidade da oficina e da vida ensina o contrário. O progresso real de um país não virá da manutenção de escalas exaustivas, mas da transição para uma economia onde a inteligência, a automação e o bem-estar caminhem juntos. O "Estado pai" que tanto criticam foi, em muitos momentos, o único garantidor de que a máquina não moesse as pessoas em busca de um lucro imediato e insustentável.


"Nos ringues sangrentos da sobrevivência, o espetáculo é dantesco: fardados, operários da ignorância, são lançados contra a casta informal — essa revendedora corrompida pela necessidade.


Esta é a guerra santa promovida pelo corona-mercado-neoliberal. No centro da arena, o confronto é desigual: de um lado, a força do Estado vestida de farda; do outro, corpos sem o escudo da educação e sem o suporte financeiro para enfrentar a baixa imunidade. É a carne exposta ao vírus e ao capital.

Eis o veredito desta guerra social: um sistema econômico que, sob o manto da legitimidade dos bens privados e da liberdade irrestrita de comércio, sacrifica o humano no altar do lucro.

Não se enganem, vivemos sob uma doutrina que ressuscita o arcaico: a divisão da sociedade em castas hereditárias. Onde o berço dita o destino e a posição social das famílias sela a sorte dos filhos. Uma hierarquia de sombras, marcada por privilégios de sangue e deveres de escravidão. No fim, o lucro é o único deus que não adoece."
Chico Carlos

SAUDADES

A vida, a vivida vida, o momento e o coração, a saudade, que saudade! O tempo não passa para o sonhar, ao recordar, a força da afeição prevalece.
"Vento que sopra", tempo que passa, vida que vai... murmúrios? Ligue não! Viva também o recordar; recordar é viver; vivemos porque amamos. Os atrativos da alma são muito mais poderosos que os do físico, “porém, na hora h, não te esqueças de apagar a luz”.
Linda, como você jamais surgirá, “o sol há brilhar”, a sua beleza encontrará refúgio sem perceberes. As folhas do seu passado jamais secara, você é parte do que em muitos ficou, deixando gostos de paixão, saudades, como foi bom.
Chico Carlos


terça-feira

A quantos avanços tecnológicos

A quantos avanços tecnológicos se faz com que variadas tecnologias sejam, divulgadas, se tornem conhecidas; difundidas?

“Nas indústrias, o paralelo processo de eliminação ou retenção de poluentes custa muito caro”. Através da Mídia nada se fala. Não se houve falar em estudos técnicos, financeiro, econômico, etc. A quantos avanços tecnológicos, publicamente o Brasil deixa de publicitar a evolução destes?

Através da mídia, desde a ditadura passada, berço das novelas que até hoje encantam ao povão pobre e carente da próspera informação: a quantas evoluções tecnológicas, publicamente se foca na necessidade de acompanhar e educar principalmente o povo pobre e carente?

Repentinas reformas,
Responda-me!? A quantos avanços tecnológicos somos injustiçados — submetidos e castigados por falta de educação/visão tecnológica para com malefícios e benefícios das evoluções? A quantas evoluções tecnológicas se pensou em educar publicamente (ao nível de ensino médio, fundamental e profissional) conscientizando para conseguintes reformas trabalhista e previdenciária? Hein! Explique!?