quinta-feira

O Evangelho do Juro: A Engrenagem das Sombras


"Eis a forçada renovação: o neoliberalismo em seu estágio pandêmico. É a era da privatização absoluta, do Banco Central altivo e do capital que não dorme. A bola de ferro que rola — feita de juros e correção monetária — não pode parar de girar, sob pena de esmagar o mundo.

O comércio, outrora beneficiado por migalhas previdenciárias, hoje se vê acuado. Os impostos importunam como moscas sobre o lucro, criando obstáculos, objeções e embaraços; uma estratégica inconveniência contábil. Controlado e apequenado, o 'coitado' do mercador será forçado a depositar cada gota de suor na conta do banco centralizado.

E a informalidade? Ah, a 'coitada' da informalidade... Se não tiver uma 'laranja seleta' para camuflar o rastro, terá que confessar o pecado: por que deixou de depositar aqui, ali ou acolá? No confessionário digital, o sigilo não existe. Certo? Sei lá...

Anuncia-se um novo testamento; o 'novo do novo'. Uma bíblia escrita em notas de câmbio, onde o único mandamento é um só: o comércio não pode parar. Entenderam? O comércio é o deus que exige sacrifício humano.

É mais ou menos por aí. Abre o olho, meu irmão, que o 'olho chinês' tudo vê e o bicho está pegando no tabuleiro global.

Boa sorte. Você vai precisar."
Chico Carlos

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