sexta-feira

Trabalho home office

 
Aos que estão para reformas trabalhista e previdenciária; para a escravidão financeira que explora atividades profissionais relativas ou peculiares a uma arte, ofício ou ciência. Atentos, trabalhadores do comércio, também humilhados pelo poder comerciário — pela burguesia que rege a absoluta liberdade de mercado com restrição à intervenção estatal na economia. Atentos à exploração aristocrática trabalhista e previdenciária que transformam formais direitos e deveres, tipo: quem paga pelo espaço ocupado em sua residência, pelo consumo de energia, pela indireta ocupação dos demais donos de sua residência, pela impertinência residencial causada?

Trabalho home office!
"Com base no princípio da alteridade, previsto no art. da CLT, o empregador deve custear as despesas de seu negócio. Com isso, o reembolso de despesas com telefone, internet, energia elétrica, água, dentre outros, pode ser pleiteado pelo empregado, visto o aumento desses custos para o desempenho da atividade estabelecida pelo empregador. O ressarcimento também pode ser pleiteado quando o empregado utiliza equipamentos próprios necessários para o desempenho do labor, como, por exemplo, computador, móveis, celular, etc., e o empregador não o ressarce sobre as despesas com depreciação ou locação desses bens. Caso esses equipamentos sejam fornecidos pelo empregador, é prudente o estabelecimento de uma cláusula de responsabilidade do empregado pelo material fornecido".
Chico Carlos

quinta-feira

O que pode não ser o seu caso,

Você, Bolsomínion vacilão, com revólver na mão, é um bicho feroz, feroz; sem ele anda rebolando e até muda de voz. Isso,
Aqui, cá pra nós.
O que pode não ser o seu caso, ou não é de sua laia.
Vai! Mesmo que tardiamente, vale a pena buscar entender os "porquês".

O Presságio da Sobrevivência

Aos que, no simples ato de subsistir, arrastam-se em desespero, eis o que sentencia o presságio: isso é coisa do diabo!

Aqueles que habitam as margens do comércio informal — sejam supostos empregados, empregadores ou comerciários — perambulam sob o jugo do preço. Vendem-se por razões que a própria razão desconhece; por este ou por aquele motivo, o mercado, esse senhor invisível, determina o que lhes deve ser cobrado da alma e do bolso.

O tempo, esse rio implacável, passou. Por falta de um norte que conduzisse a aptidão pessoal — aquela faísca divina e inata —, você restou desarmado, sem o preparo profissional que o mundo exige. A disposição que, regada pelo exercício, pela educação e pelo curso natural da vida, deveria florescer em capacidade e vocação — esse conjunto sagrado de requisitos para o ofício —, murchou antes de dar frutos.

Agora, na luta inglória pela sobrevivência, 'mentes escravas e tributadas', seja no labor artesanal, no técnico ou no científico, jazem expostas ao açoite da perda, ao prejuízo constante e ao dano salarial que não cicatriza.

São homens e mulheres sem amparo, que, pelo baixo valor de seus serviços, jamais vislumbraram as benesses do mercado financeiro. Não há excedente para investir, não há escudo contra as perdas. Resta apenas o suor que mal compra o pão. Gente que vive para trabalhar e que, desde o marco sombrio de 2019, vê-se condenada — com ou sem previdência, por direito ou por sorte — a trabalhar até que a morte lhes feche os olhos.

Chico Carlos